A doença que pode atingir órgãos, como o cérebro, coração e pulmões, é desconhecida por grande parte das pessoas. Segundo dados da farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK), 11% da população mundial acredita que Lúpus é uma bactéria e muitos não sabem que as complicações da doença podem resultar em ataque cardíaco e anemia. No caso de Selena, por exemplo, além de falência dos rins, ela desenvolveu sintomas de depressão, ansiedade e pânico.
Atualmente, cinco milhões de pessoas no mundo convivem com a doença que não tem cura e os cientistas acreditam que as causas estão relacionadas a fatores genéticos, hormonais e externos. Outros famosos também possuem a doença, entre eles, o cantor Seal e as cantoras Lady Gaga e Toni Braxton. No Brasil, a apresentadora Astrid Fontenele anunciou que era portadora da doença.
O que acha de uma entrevista sobre a doença, seus sintomas e tratamento, com o Dr. Frederico Marcondes, especialista emreumatologia e que atua no Ambulatório de Reumatologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro e é Gerente Médico da área de Imunologia da GSK?
Tipos de Lúpus
Existem três tipos da doença. O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), no qual um ou mais órgãos internos são acometidos; o Lúpus Cutâneo, que é restrito à pele e o Lúpus Induzido por Drogas, que surge após a administração de medicamentos, podendo haver comprometimento cutâneo e de outros órgãos – em geral há melhora com a retirada do medicamento que desencadeou o quadro.
Sintomas mais frequentes do LES
Cansaço, desânimo, febre baixa, perda de apetite, queda de cabelo, inflamação nas articulações – sendo esta observada em mais de 90% dos pacientes. As lesões de pele mais características são manchas avermelhadas no rosto, conhecidas como “lesões em asa de borboleta”. Podem ocorrer ainda manifestações em outros órgãos como rins, pulmão, coração e cérebro.
Diagnóstico
Muitas vezes, o LES é confundido com outras doenças, por isso é comum a demora no diagnóstico. Este é feito pela presença de manifestações clínicas combinadas a resultados de exames laboratoriais.
Tratamento
Deve ser individualizado, dependendo das manifestações apresentadas. O médico reumatologista determinará o tratamento mais adequado, sendo fundamental sua revisão constante em consultas realizadas a cada 3 a 6 meses (em períodos de atividade da doença, pode ser necessário acompanhamento mais frequente).
Mito
O LES não é contagioso e também não é um tipo de câncer. Trata-se de uma doença autoimune, ou seja, o sistema imunológico do paciente ataca o seu próprio organismo.






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