Caros amigos, continuando nossa viagem para refletir nossas escolhas e caminhos, para que não mais tenhamos que ter representantes que não nos representam, como no caso de Ilhéus, a exemplo de nossa Câmara Municipal que insiste em se “fazer de rogado” em não responder  aos nossos legítimos anseios, fica claro que devemos não mais permitir que continuem.

Vivemos em um tempo complicado, pois temos cada vez mais informações e ao mesmo tempo, olhem que estranho, tudo fica cada vez mais sem sentido. E se não vemos mais sentido em tudo, devemos gastar cada vez mais tempo com  informações sobre candidatos em futuras eleições?

Seguindo essa linha de reflexão, caros amigos, nós que lutamos diariamente por nosso sustento e por nossos familiares, temos então, que assumir uma postura capaz de interpretar de forma comum a questão de que sentido buscamos. Creio que a atual Câmara já nos deu uma palavra de presente, Basta! Mas esse basta é para esses que se esconderam e usaram nossos votos de forma não republicana que nenhuma responsabilidade demonstraram e vivem dos privilégios que devem ter achado serem eternos. Estão enganados, não são eternos esses privilégios!

A política, meus caros amigos Ilheenses é elemento central de organização de nossa sociedade, de nosso mundo, não vamos nos deixar levar por quem gosta de plantar a ideia de que nada podemos fazer, eles tentam nos enganar, até conseguiram, mas agora vamos mostrar a capacidade de poder dizer que queremos construir uma sociedade comum e justa. A nossa palavra, o nosso voto tão mal utilizado na ultima eleição é nosso poder maior. Já repararam que o voto é o único momento onde ricos e pobres tem o mesmo poder? É o momento onde nós, seres humanos nos sentimos inseridos em sociedade, momento onde temos a capacidade de olhar olho no olho e dizer o que queremos e lutar por isso, fazer acontecer.

“Vamos buscar nosso horizonte de constituição como modo de organização do nosso mundo comum, de nossa Ilhéus não mais entregue a pseudos representantes perdidos em suas mazelas, que estão encastelados em seu privilégios usando o que não lhes pertencem e sim fruto de nosso esforço” (LG).

E esse horizonte de constituição desse caminho é a política, portanto, temos que resgatar nossa condição de eleitor consciente, pois não temos ninguém a recorrer a não ser a nós mesmos, e isso é que faz nossa força, não quem elegemos, a força esta em nossas escolhas e para que isso se torne real e nos torne digno de nossos familiares, a política é o elemento central.

Como disse o excepcional Bruxo do Cosme Velho, nosso imortal Machado de Assis em Dom Casmurro, “mesmo de forma dolorida, suportamos a morte ou a falta dos outros em nossa vida, mas a falta de sentido de si mesmo na sua história é uma lacuna fundamental, pois essa “lacuna é tudo”. As próximas eleições não daremos espaços para lacunas em nossas escolhas, pois “lacuna é tudo”.

*Lúcio Gusmão é professor de História, Filosofia e, colaborador/articulista do site JORNAL DO RADIALISTA.