O universo em suas voltas cheias de limites de ansiedades, espalha no mundo das crianças recém-nascidas a imensa amostra para que muita gente tenha cuidado com uma realidade muito chocante. Tudo se refere aos anseios de muitas criaturas alcançarem uma felicidade justa e plena. E essa passagem da vida humana é sem dúvida a existência de tantas crianças abandonadas pelos pais e jogadas nas sarjetas. E o constrangedor é que são atos tão friamente praticados por seres humanos geradores dessas espécies.
Incrível informar que as autoras ou mesmo os autores desse desesperado ato, desconhecem ou assumem em todos os aspectos as suas consequências. Podemos caracterizar porque algumas mães dessas crianças, não medindo sua inconsequente insensatez, simplesmente porque transformou o sexo que seria um ato de amor, provocou atos calculados e deliberados, e que foi dada uma fórmula de prazer com atrocidade, sadismo, com enorme requinte de maldades ilimitadas, surgindo dois caminhos chamados “abandono e solidão”.
E como fazer para retroceder no tempo e no espaço essa trajetória, saber o que foi programado para uma criança de vida humana tão indefinida, porque afinal quem arquitetou esse universo desconhecido não assume suas consequências?
Como viverão essas crianças abandonadas em nosso mundo? Chamarão seus pais para acalentar suas necessidades básicas e ouvirá de quem esse aconchego? Toda criança tem o direito de crescer num ambiente saudável. Há uma unidade em direção à libertação acompanhada da determinação em desenvolver sua própria identidade. E no futuro bem próximo como serão tratadas pela tão esmagadora sociedade que tudo pede e pouco oferecem em tais circunstancias?
Existe um conceito muito bonito traduzido pela adoção. Viver com o fato de que você é uma criança adotada se torna difícil. Quantas crianças carentes jogadas pelas ruas de todas as cidades de nosso País! E nada mais benéfico que o processo da adoção, com responsabilidade e a certeza de tão importante atitude. É o processo pelo qual passa uma criança carente de uma família que tanto precisa. Obtendo esse convívio para não se sentirem sozinhas, as crianças espalhadas pelo mundo a fora, estando perto de um adulto bem intencionado que transfira sua boa experiência e dedique sua atenção, encontrarão os sólidos caminhos para seu bem-estar e buscarão a perpetuação da uma vida digna da criação humana. E este é exatamente o que endossa adoção.
Em outra análise não é fácil aceitar o fato de que alguém tenha “escolhido” que você seja seu filho. Crise de identidade é comumente observada nas crianças adotadas. Muitas questões intrínsecas à experiência de adoção se unem quando o adotado atingir a adolescência. Neste momento há uma consciência aguda de adoção. A tristeza de não ter filhos sufoca os pais adotivos. O desconforto é evidente nos pais que perdem seus filhos para adoção. Outro efeito da adoção é a perda, a perda da identidade, devido à separação de sua família biológica.
Torna-se necessário existir uma grande atenção quando se pensa em adotar uma criança! Tudo parece fácil quando as pessoas desejam assumir esse ato de solidariedade humana. Afinal está mostrando uma nova realidade a uma criatura que surge em sua vida e que poderá trazer ou não um relacionamento recíproco! E aí vem a grande visão dessa escolha, pois para os pais biológicos, é a perda de seu filho.
O sentimento de rejeição agrava o sentimento de perda. Os que adotam crianças devem estar preparados emocionalmente. Os pais adotivos se sentem rejeitados. Adoção afeta pais adotivos em dois níveis diferentes, emocionais e financeiros. Ambos os pais adotivos e pais de nascimento vivem uma experiência confusa. O sentimento de rejeição leva a um sentimento de vergonha. Nem os pais naturais da criança, nem a criança se sentem no controle da situação ou o processo de adoção. Prevalece assim a falsa ideia do direito materno e paterno, mostrado de maneira imoderada que a criança passou para outra filiação e tem de ser assim!
Partindo desse principio de pouca lógica, imagino que as maiorias das crianças adotadas tornam-se vulneráveis, emocionalmente. Pensando de maneira positiva, hoje, vemos que muitas crianças de países subdesenvolvidos estão sendo adotadas por pessoas da alta sociedade. Isto dá aos filhos, uma casa para viver e um inesperado futuro seguro. Eles sabem que não estavam envolvidos na decisão de aprovação e, assim, percebem que eles não tinham controle sobre a perda de sua família de origem e a escolha de sua família adotiva. Durante sua adolescência, adotados começam a sentir solidão. Anseiam por seus pais biológicos e sente uma necessidade intensa de procurar quem era e por que colocá-los para adoção, enfim, foi determinado outro lar e outra família.
Muitos vão para adoção depois de uma gravidez que não deu certo ou a morte de seu filho. Os pais adotivos têm uma sensação de desânimo e derrota. Um adotado, que está constantemente questionando, cria um sentimento de rejeição nos pais adotivos. Surgem sugestões de barrigas de alugueis, dando uma estrada truncada, pois trará de qualquer forma uma disputa no futuro pelo filho gerado, difícil de ser harmonizado muitas vezes pela falta de comunicação sobre direitos e responsabilidades por vontades e nesse caso ficam impraticáveis lógicas de ações e de desejos por falta de educação e cultura.
Pensando bem, a adoção é de fato uma vida alterando evento. Mas, se tomados de forma positiva, seus efeitos psicológicos negativos podem ser minimizados. Do ponto de vista dos adotados, as pessoas envolvidas precisam entender que a adoção permite que eles tenham pais, uma família, um lar, outra educação. Adoção dá aos pais adotivos de uma criança que pode ser chamado o seu próprio, passando a ser um componente daquela nova sociedade humano chamada família.
Para quem adota, surge em sua vida o ingresso de uma pessoa, um filho adotivo que lhes dá uma razão para viver. Casais privados de maternidade e paternidade por natureza têm a oportunidade de desempenhar esse papel nobre de serem pais. Um casal sem filhos adota uma criança e sua vida muda, mudanças esperadas para melhor.
Pessoas que nunca se conheceram tornam-se pai e filho, e um laço bonito nasce. Mesmo os pais biológicos da criança adotada tem um motivo para ser feliz, como seu filho recebe uma família, uma nova vida e um futuro seguro. Como num passo de mágica, alguém decidiu adotar um ser humano ainda em formação de pensamento, temperamento e caráter, recebendo novo aprendizado e orientação numa visão de vida para o futuro, dependendo das oportunidades oferecidas, afinal o homem é produto do meio ou ambiente em que nasce e vive.
Muito difícil se torna oferecer uma análise e qualificação do significado da adoção de uma criança, e mostrar sua real identidade exemplificando o seu objetivo maior! E vocês queridos amigos beneficiados por esse gesto tão nobre, sabem mesmo o que significa ser adotado? Atentem para essa grande realidade, pois, quer dizer que você não cresceu unicamente na barriga da sua mãe, mas você cresceu em seu coração, foi destinado ao amor pleno que se estendeu na sua nova qualidade de filho de Deus. PENSE NISSO!!!
Eduardo Afonso – Ilhéus-Bahia






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