De todas as profissões e sobre todas, a do RADIALISTA merece a nossa mais profunda admiração, pela sua afinidade e serviços prestados muitas vezes de forma heroica, pelo seu jeito de agradar aos seus diletos ouvintes e admiradores.

Olhando bem – Quão incompreendidos. A sua presença, hora a hora, minuto a minuto, é vivida para devaneio de quantos sintonizam a sua emissora, num rítmico serviço, pontual, sem trégua. E o que faz é tão humano que não se constitui em privilegio de ninguém. Pertence à sua maravilhosa coletividade sempre atentas aos seus comunicados.

Ao oferecer música para o almoço dos seus assumidos ouvintes, não o diz para quem e para quantos. Tem a impressão em seu coração de que o seu poder de penetração vai dos mais suntuosos palácios às mais humildes choupanas. Cutícula ou tempestade, dias primaveril ou noites fria, alegre ou triste, jamais se afasta dos ouvintes. E quando nos momentos de refúgio e de lazer nos voltamos para um programa radiofônico, no aconchego dos nossos lares, ouvindo o sibilar do vento fatigando a noite desvestida do seu manto de estrelas, onde tudo é solidão – observamos um homem, no seu posto, humilde e sublime na inconsciência do seu trabalho generosamente humano: ele é o RADIALISTA, na sua afável tarefe de nos proporcionar a beleza da música, a utilidade da divulgação variada, a orientação de muitas coisas da vida e relatando indistintamente a todos as constantes notícias no cotidiano da vida.

Quantos benefícios à sociedade de nosso País devem à tenacidade com que se empenha o verdadeiro profissional dessa área em produzir esses programas que são sempre educativos, religiosos, sociais, humorísticos e esportivos, em tempo pré-estabelecido, sem solução de continuidade na programação determinada.

– A Imprensa falada é bem mais difícil de que seja impressa diretrizes próprias de sua natureza complexa, mormente, em cidades do interior onde o elemento humano especializado se faz sentir, por vários motivos. Então, por tudo isso ressalta aos nossos olhos a figura notável do radialista, onde quer que se encontre no exercício de sua função, tão cheia de afeto e sensibilidade artística e emotiva.

– Quem já não sentiu essa maravilhosa sensação de se estar no Éden, quando uma cortina musical acalenta em sua doce fragilidade das alvoradas mal despertadas? Vivendo aquele sonho ou semi-inconciencia? E a voz amiga que não se cansa, se faz ouvir suave, muito suave, como num sussurro: Bom dia… Boa tarde… ou Boa noite… Meus caros e diletos ouvintes. Ser radialista é exercer o mais nobre dos cargos de professores do mundo através da robusta e sincera via de comunicação da palavra que sai do coração humano. PENSEM NISSO!!!

Eduardo Afonso – (73) 98844-9147 – Ilhéus-Bahia.

 

NOTA: DIA 7 DE NOVEMBRO É DIA DO RADIALISTA, LEI. 11.32706.