A venda de veículos no Brasil fez uma espécie de viagem de volta no tempo: em 2016, houve queda de 20,2% nas vendas em comparação com o ano anterior, um resultado que faz o país voltar aos números registrados entre 2006 e 2007. As montadoras, antes grandes vetores de geração de empregos, têm passado por uma rotina de seguidas interrupções na produção com funcionários afastados em férias coletivas ou suspensão temporária de contratos. O mercado não vê 2017 com grandes esperanças de melhora.

Dezembro foi o único mês com um sopro de animação para o setor, sendo o único em que as vendas ultrapassaram a casa das 200 mil unidades. Trata-se, porém, de um período atípico, com promoções e 13º salário que movimentam as lojas. As informações são da Folha de S.Paulo, divulgadas nesta terça-feira (3). De acordo com dados levantados pela Folha, foram licenciados 2,05 milhões de veículos novos ao longo do ano passado. O cálculo inclui carros de passeio, comerciais leves, ônibus e caminhões.

Pelas expectativas da Anfavea (associação nacional das montadoras), as vendas devem crescer ao menos um dígito em 2017. As marcas de perfil conservador estimam algo entre 1% e 3%, mas a ala otimista da entidade espera algo próximo a 6% de alta.