Caros amigos, por questão de percepção e  entendimento do tempo como precioso, já que se aproxima nos próximos meses a campanha eleitoral, coloco aqui algumas reflexões para nossas futuras escolhas.

Nesse sentido, partidos e pretensos candidatos devem ter em mente que suas consciências devem estar centradas no diálogo com a população, a imensa maioria que é afetada pelas desigualdades que escancaram uma ausência de poder público em nossas comunidades, bairros e distritos, e aqui não cabe personificação e ataques sem sentido.

Esses diálogos devem ser feitos de porta em porta, parece moda antiga não, já que vivemos em uma Era tecnológica e de redes sociais, mas, exatamente por esse contexto, que Partidos e pretensos candidatos devem perceber a premissa de que ações sociais possíveis devem estar orientadas e pautadas na construção e/ou reconstrução de sentidos de mundo, de uma consciência coletiva.

É um fato inquestionável que as visões de mundo são construídas por questões políticas e relações de poder que precisam ter nossa população, sofrida e explorada, inserida nessa consciência. Não são, apesar de sua extrema importância em nossa vida familiar e coletiva, questões econômicas, puramente, que devem nos conduzir.

Cada dia que passa o sentido de ter autonomia para decidir e tomar decisões se apresenta como condição básica para que cada um de nós possamos fugir de imposições que as necessidades, sempre utilizadas como instrumento de barganha política, possam ser e estar em nossas escolhas políticas, em nosso precioso voto.

Cada indivíduo é movido por várias orientações, sejam elas econômicas, religiosas, ou seja, há infinitas orientações que poderíamos citar, mas nenhuma delas pode ser totalizante em nossa consciência.

A ideia de democracia só poderá existir de fato e de direito, se cada identidade individual, nossas identidades e nossos objetivos diferentes estejam inseridos nas nossas relações humanas e que se formos convencidos a modificar nossa forma de ver, de pensar, tenhamos a confiança de que não fomos violentados, e que criamos novos vínculos na construção de uma sociedade plural sim, jamais excludente, e que possamos resgatar a nossa confiança em quem deveria nos representar de forma digna e democrática.

*Lúcio Gusmão é professor de História, Filosofia e, colaborador/articulista do site JORNAL DO RADIALISTA.