Gil e Caetano apareceram já posicionados no palco quando as cortinas se abrem no Citibank Hall, na noite desta sexta-feira (16), em São Paulo. Caetano de camisa bege e calça preta, Gil de branco, como gosta de se vestir às sextas.
O repórter Julio Maria de “O Estado de S. Paulo” conta que cantaram juntos Back in Bahia rápida, como se fosse uma vinheta. E depois Gil começou a cantar Coração Vagabundo. Foi o momento em que todos o analisaram mais do que o curtem. A voz de Gil saiu mais opaca, com menos volume, quase trêmula.
Quando Caetano cantou Tropicália, vozes na plateia irrompem gritos isolados de “Fora Temer”. Gil, visivelmente mais magro, só tocou olhando para o violão.
Gil então assumiu com Marginália 2. A plateia mostrou apoio gritando seu nome enquanto ele fazia a introdução. O telão o mostrou pela primeira vez em close e percebe-se o rosto inchado e um esforço maior para cantar. Mas logo veio Caetano para ajudá-lo em É Luxo Só, de João Gilberto. O bloco segue com É de Manhã. Caetano abre e entrega para Gil, que a canta leve e sorrindo. O violão de Gil está mais duro, menos preciso.
O repertório seguiu ileso às alterações com a mais recente parceria dos dois, As Camélias do Quilombo do Leblon, composta às vésperas do primeiro show em São Paulo da turnê Dois Amigos, Um Século de Música, em agosto de 2015. Sampa chegou fazendo surpresa e a plateia delirou.
Caetano e Gil fazem mais um show em São Paulo neste sábado (17), às 22h30, no Citibank Hall. Havia poucos ingressos para sábado nas bilheterias.








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