Michel Temer (MDB) e Geraldo Alckmin (PSDB) estão negociando um acordo para reunificar o centro político. A ideia seria formar uma chapa encabeçada por Alckmin e tendo o ex-ministro Henrique Meirelles (MDB) como vice. O tucano ainda analisa a ideia, mas seus aliados acreditam que há muitos obstáculos para o acordo.

Segundo o jornal Estado de S. Paulo, Temer teria admitido a pelo menos dois interlocutores que não deve concorrer a mais um mandato, apesar de ainda se apresentar como pré-candidato. O presidente avalia que a formação da chapa pode unir o centro político, evitando o isolamento do MDB e sua gestão no processo eleitoral.

A última pesquisa Datafolha mostra que Temer tem 1% das intenções de voto. O desempenho de Joaquim Barbosa (PSB) preocupa tanto tucanos, quanto emedebistas, que temem que o ex-ministro do STF possa ocupar o espaço do centro e avance sobre a centro-esquerda.

Caso o acordo se firme, essa aliança poderia ampliar o tempo de Alckmin em rádio e TV e fortaleceria seus palanques regionais. Até o momento, o MDB e PSDB têm planos de lançar, cada um, seus próprios candidatos a governo em 12 estados. A ideia é também que Alckmin possa incorporar em seu discurso a defesa de programas do governo Temer.