A Liga Ilheense de Futebol vive um momento conturbado, principalmente por insatisfações dos seus filiados, por aspectos diversos. A Liga, assim como é denominada, ao longo dos anos com exceção de alguns presidentes, sempre atuou como uma associação particular, de caráter promocional e de vaidades de muitos dos seus membros. A Liga, quase centenária, fundada em 1925, é uma sociedade civil de direito privado, sem fins lucrativos, desportiva, com personalidade jurídica. Os poderes internos da Liga, em especial a sua presidência e diretoria a partir da próxima gestão precisam entender que nada se constroi sozinho, nada se decide sozinho e muito menos ao arrepio da lei e do que reza seu estatuto.
À véspera de um processo eleitoral totalmente indeciso, onde apenas sete clubes votam, é interessante pautar alguns pontos que precisam mudar no estatuto caduco, que ainda impera totalmente e, em discrepância ao Código Civil, à lei Pelé e distante da democracia plena. Uma associação que desconhece seus meandros legais e por incrivel que possa parecer, uma liga em que o voto é secreto. Um absurdo!
Sim, e quem é culpado por isso, Todos. Tanto os poderes internos da Liga quanto os seus filiados, omissos em quase tudo, que muitas vezes fazem barulho e, depois recuam, tornando a Liga algo parecido à uma maçonária. Com todo respeito a esta organização fraterna.
Em 2021 já decidido que a Seleção Ilheense não participará no intermunicipal, por situações diversas e adversas. E, a eleição da Liga acontece ainda neste final do mês de outubro, quando se conhecerá o novo presidente dos próximos quatro anos. É só aguardar que tudo flua normalmente e até dia 05 de novembro aconteça a sua posse. De imediato, é preciso começar a trabalhar uma nova reforma do estatuto, em caráter de urgência e mudanças, a seguir:
a) Estabelecer critérios mais rigidos para filiação de novos times;
b) Deixar claro quanto ao direito de votar;
c) Ratificar pontos importantes quanto as ausências de filiados e diretores em assembleias, critérios e punições;
d) Acentuar os poderes internos da Liga;
e) Clarear que para prestação de contas, reforma de estatuto e eleições deverão ser pautas únicas em assembleia. Ou seja, para cada ato, uma assembleia especifica. Não se pode votar estatuto em dia de eleição;
f) Ratificar quanto ao voto unitário por agremiação, em qualquer assembleia, em qualquer situação e, especialmente para eleição. Salvo disposições em contrário de orgão superior;
g) Rediscutir questão de quórum em decisões de assembelias e seus respectivos critérios;
h) Reduzir mandato de 04 (quatro) anos para 03 (três) anos, permitindo uma única reeleição;
i) Alterar critérios para concorrer a eleição. É preciso chapa fechada, com cargos da presidência, 1º vice presidente (acaba-se o 2º vice presidente), Conselho Fiscal e demais cargos complementares, com exceção do Departamento Jurídico (que pode ser via procuração). Acaba-se de vez com o poder do presidente eleito nomear cargos complementares via portaria, a exemplo do Diretor financeiro, aquele responsável por assinar cheque e outras movimentações. Este precisa ter independência.
j) Reorganizar situação de todos os filiados, em especial dos afastados, a exemplo do Santo Amaro, Sucam, Arbs, Adebam e, associações do Alto Nerival e Alto do Coqueiro, todos esses presentes na última assembelia para atualização do estatuto, há 21 anos atrás. A Liga tem que criar, via estatuto, mecanismo para atrair seus filiados e /ou fundadores;
k) Corrigir situação de desligamento de membro de diretoria e/ou vacância de cargos, em especial de presidente. Eleição da Liga deve acontecer 60 (sessenta) dias antes do vencimento do mandato, possivilitrando assim o processo de transição;
l) O voto deve ser aberto em qualquer ato ou assembleia, principalmente em eleição de diretoria;
m) Readequação de direitos e deveres;
n) rediscutir critérios para prestação de contas a cada ano;
o) Manter processo de intervenção em filiados e na própria Liga, quando não seguir à risca os ditames estatutários, podendo inclusive afastar membros da diretoria por ações incompátiveis ou ações em discrepância com suas atribuições, punindo e tornando inelegível.
Acima apenas um retrato de mudanças. A Liga precisa trabalhar para conseguir sua independência financeira, criar alternativas, vender publicidade, buscar recursos não apenas junto ao poder público, mas, também na iniciativa particular. Ter uma relação amistosa com a FBF, sem necessidade de mendicância ao extremo da subserviência.
A LIGA PRECISA SE RECRIAR!

Elias Reis é jornalista, editor do portal: jornaldoradialista.com.br






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