Presidente da União Geral dos Trabalhadores na Bahia (UGT/BA), Magno Lavigne deve ser o candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo deputado federal Bacelar (Podemos) à prefeitura de Salvador. A informação foi confirmada pelo próprio parlamentar à Tribuna. “No momento, nós estamos construindo um movimento ‘A voz nos bairros’, que já reúne Podemos, PTC e Rede. Nesta situação, o pré-candidato a vice é Magno Lavigne, da Rede. Mas continuamos tentando ampliar o movimento com outros partidos. E somente quando fecharmos a composição do movimento é que oficializaremos o vice”, declarou Bacelar.

Magno Lavigne havia se lançado pré-candidato a prefeito de Salvador no final do ano passado. Ele desbancou a ex-vice-prefeita soteropolitana Célia Sacramento, que tinha o interesse de ser postulante ao Palácio Thomé de Souza pelo partido da ex-presidenciável Marina da Silva. Segundo Barcelar, a convenção partidária para oficializar sua candidatura ao Executivo soteropolitano será no dia 31 de agosto, primeiro dia em que os partidos podem realizar suas convenções. Convenções – A exemplo das prévias feitas pelos partidos, as convenções para as escolhas das chapas de prefeito e vice-prefeito e vereadores podem ser feitas de maneira virtual. A decisão foi tomada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que permitiu por meio da resolução 23.623 que foto ou vídeo de reunião virtual possa servir como ata da reunião exigida pela lei.

“O tribunal decidiu até mesmo que, em caso de necessidade de divulgação do vídeo, somente a parte com a anuência dos convencionais, preservando questões internas dos partidos”, afirmou o ex-ministro do TSE Henrique Neves. O prazo para que os diretórios municipais das agremiações realizarem as convenções vai até o dia 16 de setembro.

Apesar das mudanças em razão da covid-19, o TSE manteve o prazo de 24 horas após a convenção para que a lista dos presentes seja enviada à Justiça Eleitoral. Será ainda nesse período de 31 de agosto a 16 de setembro que serão registrados os CNPJs das candidaturas, essenciais para receber doações e para os gastos das campanhas.

A Corte Eleitoral terá ainda um Grupo de Trabalho (GT) para estudar e definir diretrizes para o funcionamento das convenções virtuais. O GT também terá a função de analisar e propor novas formas de tratamento para as atas das convenções partidárias, bem como para as assinaturas dos convencionais e a rubrica da Justiça Eleitoral.