Dois dias após ter sido incluída num delicado processo por suposta lavagem de dinheiro que levou à prisão de um de seus principais sócios comerciais, o empresário Lázaro Báez, a ex-presidente argentina Cristina Kirchner retornará hoje a Buenos Aires, após quatro meses de isolamento na província de Santa Cruz, para iniciar o que juristas e jornalistas locais consideram um verdadeiro périplo judicial para evitar o seu indiciamento.

Na quarta-feira (13), a ex-chefe de Estado deverá prestar depoimento num outro processo, sobre supostas irregularidades em operações de venda de dólar futuro no Banco Central, que, segundo o juiz Claudio Bonadio, encarregado do caso, gerou prejuízo de US$ 17 milhões à instituição.

O mais provável, segundo informações publicadas pela imprensa local, é que Cristina não seja detida nesta ocasião. Mas o cerco à ex-presidente é cada vez maior, e uma das principais incógnitas no momento é saber se o juiz Sebastián Casanello, que tem em mãos as investigações sobre Báez, seguirá os passos de Bonadio e também convocará a líder do kirchnerismo, cuja situação se complicou muito no último fim de semana devido a declarações de Leonardo Fariña, um ex-colaborador do empresário.