Foram escolhidas na quinta-feira, dia 26, as instituições da sociedade civil que vão integrar o Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas (Compod). A indicação aconteceu na Secretaria Municipal de Governo durante encontro coordenado pelo titular da pasta, Josué Brandão Júnior.

Ao todo, o Conselho dispõe de 14 assentos destinados a instituições da sociedade civil. No entanto, apenas nove representantes compareceram ao  processo eleitoral. Dentre  elas, a subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil, representantes de igrejas evangélicas e do Conselho Regional de Psicologia.

Desativado há quatro anos, o Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas foi instituído com base na Lei nº 2216/ 2008, que sofreu mudanças diante da necessidade de aperfeiçoar e se adequar às necessidades da instituição.

“O momento é de atuar, apresentando sugestões ao governo na política sobre drogas, caminhos que podem ser trilhados diante da legislação e das necessidades locais”, disse Júnior Brandão. Citou, como exemplo, a situação do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPs- AD) que não teve as obras concluídas e está fechado.

“Tenho certeza que em algum momento o Conselho vai solicitar ao prefeito, através da Procuradoria-Geral do Município, que destrave essa situação, conclua as obras e entregue esse equipamento a quem precisa se tratar do vício em drogas”, afirmou Júnior Brandão.

O coordenador do Programa de Políticas Públicas sobre Drogas, Marcelo Moura, disse que a instituição que fizer parte do Conselho tem  o dever de contribuir com ideias para combater o tráfico e ajudar a  inserir as pessoas  novamente na sociedade. Além de trabalhar na prevenção desse  vício e  cooperar na elaboração da política municipal sobre drogas.

No balanço que fez da atuação do Conselho ao longo dos anos, ele lembrou que, no ano de 2012,  Itabuna era  a cidade mais violenta para jovens entre 12 e 29 anos de idade. Já em  2013, o Conselho começou a agir em parceria com a Secretaria de Esporte  e com a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), para reduzir o problema  no município.

Já o  diretor da Comunidade Terapêutica Aconchego, Gilvan Nunes, que mais uma vez integra o Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas destacou o malefício que as drogas causam às pessoas e à sociedade.

“Temos que pensar na droga como um mal que destrói famílias. Com isso, o Conselho surge para ajudar o poder público municipal, a quem vamos apoiar na condução das ações para combater o uso de drogas”, disse.